
Ele não é o chato, mas tem um perfil irmão gêmeo do chato, tem o nome científico de ‘bajulatorius hominis’,
raiz latina para denominar o também conhecido vulgarmente por bajulador.
O bajulador é um hermafrodita, um assexuado político, o seu prazer, o seu orgasmo é puxar saco, adular.
(vidanews.net.br)
Vive em permanente estado de rastejamento, mas em hipótese alguma utiliza o desconfiômetro.
Você nunca encontrará um bajulador com opinião, pois o seu cérebro apresenta 99% de seu
espaço ocupado não por neurônios, mas sim com uma composição orgânica gelatinosa por
mim denominada de ‘cerebrus vulgaris ventoso’.
Em situações de conflitos, o bajulador dá razão para todo mundo; entre opinar e se suicidar, o bajulador opta pelo suicídio.
Época de campanha política é um terreno fértil para a bajulação.
Tem bajulador com surtos de baba tal qual uma vaca com aftosa quando ouve um discurso político.
Em tempos de crise econômica, avulta o bajulador, pois nunca o emprego valeu tanto e, como é fácil perdê-lo,
por um momento de raiva, de ira, quando você gostaria de dar um tabefe no seu superior e pensa dez vezes antes
de tomar aquela decisão que pode colocar a corda no pescoço, ou melhor, ser despedido do trabalho. (…)
Difícil também é suportar a ira dos patrões nesses tempos em que o caixa está sempre no vermelho.
Nessas horas vê-se o quanto o bajulador precisa rastejar para extrair um sorriso do patrão.
O bajulado tem seu ego sempre massageado, enquanto que o bajulador tem a sua auto-estima
a um palmo daquele lugar. Mais uma vez a relação capital e trabalho se manifesta, portanto
deve-se rezar todos os dias um Pai Nosso e um Ato de Contrição a essa categoria que nunca
pode ter opinião, que não exercita a massa cinzenta, tudo para não desagradar seu superior.”
(Crônica de Diogo Guerra – JornalContexto.com.br)
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